Pólo siderúrgico

O projeto do pólo minero-siderúrgico quando foi apresentado à imprensa de MS, em 2004, tinha adesão de mega corporações como a Vale do Rio Doce, Belga Mineira e a Rio Tinto Mineração.

Até o momento as empresas que demonstraram interesse e já estão em fase de estudo e licenciamento ambiental são EBX, Vetorial Siderurgia LTDA e Rio Tinto Mineração.

1.Vetorial Siderúrgica LTDA está aguardando o processo de licenciamento para instalação uma usina siderúrgica de ferro-gusa, audiência ocorreu em 2005. Até o momento não tem nenhum resultado. Tem uma siderúrgica em Ribas do Rio Pardo e também  possui carvoarias que já foram multadas várias vezes neste ano por utilizar carvão de matas nativas.

2. Grupo Rio Tinto
 - Até 2004 não havia viabilidade técnica para instalação do pólo;
 - Em 2005, o Grupo Rio Tinto assina convênio com governo Estadual e Ministério de Minas e Energia. A empresa de mineração fica responsável por realizar estudos e viabilizar tecnicamente a implantação do pólo e o governo tem a responsabilidade de alterar a legislação para que a empresa estrangeira possa aumentar a exploração de lavras.

 - Para a formação do pólo foram estudadas e analisadas pelo Estudo de Impacto Ambiental três possíveis formatos para o projeto siderúrgico da Rio Tinto: uma planta para produção de 800 mil toneladas de ferro gusa que utilizará a tecnologia HIsmelt®; a outra possibilidade é a instalação de uma unidade de HIsmelt® com redução direta e politização (com capacidade instalada de dois milhões de placas / ano e voltada para o uso do gás boliviano); e a terceira opção para a constituição de uma usina integrada (também com capacidade instalada de dois milhões de placas / ano e voltada para o uso do gás boliviano).

 - Entrou com estudo de impacto ambiental para o licenciamento da infra-estrutura do pólo.
 - No começo o pólo pretende utilizar carvão mineral que será trazido da África do Sul nas mesmas barcaças que retornam ao Porto de Porto Esperança vazias.
 - Planta integrada Produção – 2 milhões de placas de aço por ano / 800 mil toneladas de ferro gusa.
 - A área para ser construído o pólo já foi comprada e fica localizada na região de Maria Coelho.
 - Existe a possibilidade dos investidores dobrarem a produção do pólo constituindo uma planta gêmea. (oito siderúrgicas e duas termelétricas).
 - Estudo mostrou que a logística pelo rio é mais viável economicamente. Mas a ferrovia tb será usada p/ atender o mercado interno.
 - No total o pólo poderá ter Investimento de 2 bilhões de dólares, sendo da Rio Tinto e  dos investidores siderúrgicos.

2.2 - Mineração
 - A capacidade instalada da mina de minério de ferro da Rio Tinto, em Corumbá são dois milhões de toneladas de minério de ferro por ano. São empregadas 441 pessoas diretamente e outras 104 terceirizadas. A Rio Tinto já possui uma licença concedida pelo IBAMA para ampliar a sua produção para quatro milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
 - Em 2010 pretende-se explorar 7,5 milhões de toneladas anuais.
 - Em 2014, a mina deverá atingir uma capacidade produtiva de 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
 - Está previsto, durante o pico do projeto de expansão da mina, uma abertura de 300 vagas de trabalho temporários.
 - O tempo estimado de vida da mina da Rio Tinto é entre 30 e 40 anos.

2.3 Logística
 - Toda produção será exportada pelo HPP, utilizando os portos Gregório Curvos (Corumbá) e San Nicolas (Argentina). Os dois serão reformados para aumentar suporte de carga e também há possibilidade da construção de um novo porto em Albuquerque.
 - O Grupo Rio Tinto possui 5 rebocadores e 100 barcaças
 - Em média são dois comboios a cada três dias – Com a produção de 15 milhões que pretende atingir a média será de um comboio a cada 20 ou 26 horas.
 - Será utilizada a ferrovia apenas para atender o mercado interno.

3. EBX
­ - Comprou uma mina em 2005 (Mina 63);
­ - Deu entrada ao processo de licenciamento ambiental para uma siderúrgica de ferro-gusa;
­ - Antônio Maria Coelho é a área onde será implantada a usina, esta foi doada pelo Estado de MS
­ - Problemas: carvão vegetal e desalojamento das 17 famílias que moram em Maria Coelho;
 - ­Investimento de US$ 75 milhões
 - ­Produção de 35 mil toneladas de ferro gusa por ano
­ - Serão utilizados 225 mil toneladas/ano de carvão vegetal
­ - Pretende fazer o reflorestamento de eucaliptos numa área de 33.800 hectares,
­ - O prazo para construção do empreendimento, numa área de 60 hectares, é de 16 meses, gerando de 556 a 2.600 empregos na fase de construção e 230, na operação.
­ - Fez um aporte ao EIA/RIMA para solucionar o problema do carvão vegetal
­ - Comprou 17 mil ha na Serra do Amolar para fazer uma RPPN e servir como compensação ambiental.
 - ­Acordo com Ministério do Trabalho e MPE para comprar carvão somente de carvoarias em situação legal no Estado.

3.1 Logística
­  - A produção destinada ao mercado internacional será transportado por ferrovia até Porto Esperança, depois por barcaças até San Nicolas, na Argentina. Daí em diante fica sob responsabilidade do cliente;
­ - A produção para o mercado interno será via ferrovia até Estação de Bauru e dali, por caminhões, até o destino final.


Data: 2003/2004

O projeto do pólo minero-siderúrgico tem a adesão de mega corporações como a Vale do Rio Doce, Belga Mineira e a Rio Tinto Mineração. O Pólo também é uma das prioridades do programa de ações estratégicas do governo que pretende atrair novas indústrias do setor siderúrgico, já que Corumbá tem a terceira maior reserva de minério de ferro e a segunda de manganês do Brasil.

Apesar do governo afirmar que o local para implantação do pólo minero-siderúrgico é uma discussão posterior ao debate em torno do projeto, sabe-se que o pólo está sendo implantado em três etapas.

Na primeira, foi reativada a unidade de ferro-liga. Em seguida será instalada unidade de redução direta para a produção de ferro esponja, que já foi anunciada pelo presidente da Rio Tinto Mineração, e a terceira é uma unidade aciária para a produção de vergalhões.

O primeiro passo para viabilizar a implantação do pólo minero-siderúrgico é à construção do ramal que trará o gás natural direto da unidade medidora no território boliviano. Esse gás será utilizado na termelétrica que irá garantir a energia para o pólo.

A Rio Tinto apresentou para o governo do Estado um projeto que terá investimento de aproximadamente 1 bilhão de dólar. Serão investidos no aumento da exploração da mina, na ferrovia e no porto de Santos. A Rio Tinto Mineração pretende aumentar sua produção de um milhão de toneladas para 15 milhões de toneladas por ano. Eles pretendem exportar US$ 300 M de minério de ferro e US$ 350 M de ferro esponja por ano. Para o governo do MS o maior obstáculo será o licenciamento ambiental de tais empreendimentos.

Apesar da implantação do pólo siderúrgico em Corumbá ser fomentado desde da década de 40 falta muito para se concretizar. Pois são indústrias com alto grau de poluição que irão se instalar em um ecossistema muito frágil como o Pantanal. 

Durante a apresentação do projeto não foram mencionados os prejuízos ambientais e sociais que serão causados pela implantação do pólo siderúrgico. Só foram mencionados os lucros dos empresários e os empregos que serão gerados. Porém não há nenhuma garantia de que os trabalhadores da região preencherão as vagas.