Estudo Independente questiona EIA/Rima da Hidrovia Araguaia-Tocantins

Fonte: Ecologia em Notícias - 13/04/2000

Publicado em 13/04/2002

O Estudo de Impacto Ambiental(EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da Hidrovia Araguaia-Tocantins foi condenado por uma análise feita pelo Centro Brasileiro de Referência e Apoio Cultural (Cebrac). A análise do EIA/Rima chamado "Painel de Especialistas Independentes" apontou que os danos que a hidrovia pode causar ao meio ambiente tornam o empreendimento inviável. O estudo do Cebrac também questiona a viabilidade econômica do projeto. O EIA/Rima foi produzido por técnicos da Fundação de Amparo e Desenvolvimento à Pesquisa(Fadesp), da Universidade Federal do Pará, (UFPA), a pedido da Administração das Hidrovias do Tocantins e Araguaia (Ahitar) da Companhia Docas do Pará (CDP).

O coordenador técnico do Cebrac, Maurício Galinkin afirma que uma das medidas inviáveis do projeto é a intenção do governo em incentivar o plantio de soja no Vale do Araguaia. O "Painel de Especialistas Independentes" aponta um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que diz que a região é necessária para conservação e não para exploração agrícola. A hidrovia vai cortar 2.012 quilômetros de cinco estados, dez área de conservação ambiental e trinta e cinco áreas indígenas.

Uma população de dez mil índios será afetada pelo empreendimento. A análise foi apresentada em uma Audiência Popular que foi realizada dia primeiro de abril em São Félix do Araguaia, à 1.110 quilômetros ao nordeste de Cuiabá. Mais de seiscentas lideranças de onze municípios da região participaram do encontro que foi organizado pelo grupo indigenista da região, a Comissão Pastoral da Terra, a jurisdição de São Félix do Araguaia com o apoio técnico do Cebrac.

Leia O painel de Especialistas Independentes na íntegra . Arquivo PDF.