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BNDES emite ‘títulos verdes’ e capta US$ 1 bilhão no exterior

Dinheiro será usado para financiar projetos de geração de energia eólica ou solar. Essa é a primeira captação internacional do BNDES desde 2014

Foto: Divulgação/ABEEólica
Publicado em 12 de maio de 2017 às 15:56 Compartilhar:

Via G1

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou US$ 1 bilhão para investir em projetos de geração de energia eólica ou solar. Os recursos foram obtidos por meio da emissão dos chamados ‘green bonds’, que são títulos de dívida corporativa direcionados para projetos ambientalmente sustentáveis.

Essa foi a primeira vez que um banco brasileiro acessou o mercado de títulos verdes e a primeira captação internacional do BNDES desde 2014.

“Os papéis têm características similares aos bonds convencionais, porém os recursos obtidos devem ser destinados a financiar projetos ambientalmente sustentáveis, atestados por uma empresa verificadora, especializada na área ambiental. No caso do BNDES, irão para projetos de geração eólica ou solar, novos ou já existentes na carteira do Banco”, disse o BNDES.

Foco em energia renovável

O BNDES está reforçando seu caixa para investir em projetos sustentáveis. No fim de abril, o banco anunciou a captação de US$ 300 milhões para o setor com o banco dos Brics para investir em energias renováveis.

Entre 2003 e 2016, o banco aprovou 87 operações de financiamento para o setor de energia eólica, que somaram R$ 28,5 bilhões de crédito e aumentaram a capacidade instalada em cerca de 10,7 GW.

Segundo o BNDES, os títulos de dívida “verdes” serão listados na Bolsa Verde de Luxemburgo – Luxembourg Green Exchange. Os títulos vencem em 2024 e pagarão uma taxa de 4,8% ao ano aos investidores.

“O sucesso dessa oferta de green bonds consolida a presença internacional do BNDES e proporciona uma série de benefícios, entre eles, reforçar a prioridade que o banco dá ao tema da sustentabilidade socioambiental; promover a difusão das melhores práticas de gestão socioambiental; incentivar o acesso de outros emissores brasileiros ao mercado de green bonds; e construir um novo ponto de referência em sua estrutura a termo de taxa de juros internacionais”, disse o BNDES.

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