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Como a eficiência energética pode ser aplicada no tratamento de água?

Com uma capacidade de 2,8 MW de geração, a PCH produz energia suficiente para neutralizar o gasto energético no tratamento da água.

Estação de Tratamento de água
Publicado em 15 de fevereiro de 2017 às 12:58 Compartilhar:

Via Enel Soluções

Cada vez mais a consciência da limitação dos recursos naturais abre espaço para inovações no uso e na geração de energia. Algumas empresas encontraram formas inteligentes e criativas de gerar energia através do reaproveitamento da água em estações de tratamento.

Água e energia limpas

Em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, foi construída uma Estação de Tratamento de Água (ETA) energeticamente autossustentável. A proeza foi realizada através do reaproveitamento do “encachoeiramento” natural do rio para gerar energia, através de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) instalada ao lado da estação.

Com uma capacidade de 2,8 MW de geração, a PCH produz energia suficiente para neutralizar o gasto energético no tratamento da água. Ou seja, a energia dispensada para o tratamento da água é suprida pela própria água, que é reaproveitada como matriz energética.

E a economia não é pouca. No Brasil, o gasto energético nas Estações de Tratamento de Água e Esgoto (ETAs e ETEs) representa entre 15% a 19% do custo operacional total, de acordo com o estudo Eficiência Energética em Tratamento de Esgotos, publicado na Revista DAE.

Desenvolvido pela Odebrecht Ambiental, o projeto em Itapemirim foi incorporado ao patrimônio do município, que é detentor da concessão dos serviços de água e esgoto.

Energia nos tubos

Em Portland, nos EUA, eles foram mais longe e utilizaram a rede de abastecimento de água para gerar energia.

Desenvolvido em parceria com a Lucid Energy, o sistema funciona por meio de pequenas turbinas instaladas nos canos da tubulação, que reaproveitam o movimento da água para gerar energia, que é direcionada automaticamente à rede elétrica da cidade.

Em Riverside, na Califórnia, o mesmo sistema foi utilizado para alimentar a iluminação pública da cidade nas horas de pico, o que ajudou a diminuir os custos operacionais da cidade.

A inovação também pode ser aplicada em indústrias que utilizam alto volume de água para resfriamento de máquinas e em empresas de transmissão e distribuição de água.

Além de gerar energia, os tubos inteligentes contém sensores que ajudam a encontrar vazamentos e a monitorar a qualidade da água.

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