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Energia solar registra crescimento de 70% nos últimos dois anos

A previsão é de que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

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Publicado em 19 de janeiro de 2017 às 12:45 Compartilhar:

Por Agência Ambiente Energia

Especialistas do setor energético apontaram que nos últimos dois anos a energia solar cresceu cerca de 70% no país. O boom registrado pelos estudiosos aponta que 90% das unidades sistemas solares foram registradas nesse período.
A redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a geração solar no Brasil.

Apesar do cancelamento do leilão de energia renovável que aconteceria em dezembro de 2016 ter impactado os investidores, eles acreditam que energia solar vai continuar crescendo a taxas elevadas no país nos próximos anos. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar podem chegar a 25 gigawatts (GW) em potência instalada até 2030. Eles poderão representar investimentos de R$ 125 bilhões. A previsão é de que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.
A Absolar acredita que dos 25 GW de energia solar previstos para serem instalados até 2030, 17 GW sejam de geração centralizada (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída (em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas).
Com 111 projetos em andamento atualmente, a associação prevê que já em 2018, a participação da energia solar na matriz energética ficará entre 2% e 3%. Somente o segmento de microgeração solar cresceu 320% em 2015, com quase seis mil sistemas em todo o país, com 42 MW em potência instalada, representando investimentos de R$ 375 milhões.
Ao todo são 5.525 sistemas de micro e minigeração, dos quais 5.437 (98,4%) são de fonte solar, sendo 78% de uso residencial, 15% comercial e o restante, implementado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais, entre outros. A Aneel projeta que a minigeração cresceu cerca de 800% em2016.

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