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Financiamento liberado pelo BNDES cai 13% no ano até maio

Desembolso do banco de fomento somou R$ 27,7 bilhões; agricultura foi o setor com melhor desempenho, enquanto indústria e comércio foram destaques negativos

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Publicado em 12 de julho de 2017 às 15:15 Compartilhar:

Via G1

O volume de empréstimos liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somou R$ 27,7 bilhões entre janeiro e maio deste ano. Trata-se de uma queda de 13% em relação ao desembolso registrado no mesmo período de 2016.

A agricultura foi o setor com o melhor desempenho, mantendo o volume liberado nos cinco primeiros meses do ano passado, de R$ 5,5 bilhões. O setor agrícola somou 20% do total de crédito liberado pelo banco de fomento brasileiro no período.

A infraestrutura ainda é o setor que recebeu o maior volume de crédito do BNDES entre janeiro e maio – 37% do total. Esse setor teve queda de 1% nos desembolsos no período, na comparação com 2016.

Os empréstimos para a indústria e comércio foram os que mais caíram nos cinco primeiros meses de 2017, redução de 34% e 14% respectivamente. Mesmo assim, os dois setores juntos responderam por mais de 40% do crédito liberado pelo banco no período.

Mais crédito para compra de máquinas

A liberação de crédito para a compra de máquinas e equipamentos, contemplados pela linha Finame, teve a primeira alta na comparação mensal no mês de maio desde setembro de 2014, informou o BNDES. Em maio, o banco liberou R$ 2,2 bilhões nesta linha, expansão de 59% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano até maio, os desembolsos para o Finame somam R$ 8,9 bilhões, alta de 42% em relação aos cinco primeiros meses de 2016.

“Os números confirmam sinais de recuperação da economia, como o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre de 2017, registrado pelo IBGE, e a redução dos juros pelo Banco Central com a inflação baixa, que favorecem decisões de investimento”, afirmou o BNDES, em comunicado.

Segundo o BNDES, a linha Finame “constitui um dos primeiros indicadores de retomada, ao refletir os investimentos de curto prazo em modernização”. O banco salienta que as aprovações de crédito nessa linha se convertem em investimentos na economia rapidamente.

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