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Custo da energia eólica se equipara a dos combustíveis fósseis

Estudo internacional prova que o custo das fontes de energia limpa é praticamente o mesmo dos combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão

Foto: domínio público/pixabay
Publicado em 15 de outubro de 2015 às 19:11 Compartilhar:

Agora acabaram-se as desculpas de que o investimento em energias renováveis é muito caro. Um estudo internacional conduzido pelas mais importantes entidades do setor prova que as fontes de energia limpa tiveram seus valores reduzidos e atualmente o custo da energia eólica é praticamente o mesmo dos combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão.

O relatório Global Trends in Renewable Energy Investment 2015 foi elaborado por pesquisadores da Frankfurt School Collaborating Centre for Climate & Sustainable Energy Finance (parceria da instituição alemã com o Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente) e do Bloomberg New Energy Finance. Para analisar o mercado global de renováveis, os especialistas avaliaram 55 mil projetos internacionais.

O documento comprova que a energia eólica, produzida em fazendas na terra (não no mar) e células e paineis fotovoltaicos de silicone cristalino – duas das tecnologias mais difundidas nos dias de hoje – tiveram seus custos reduzidos este ano, enquanto os preços do carvão e gás subiram.

Ao comparar o custo da energia eólica, obtida com a força do vento, em países da Europa, o estudo revela que o valor dela na Alemanha é de US$ 80 por megawatt/hora e US$ 85 no Reino Unido, enquanto a média da combinação entre carvão e gás natural nestes dois países atinge mais de US$ 100 megawatts/hora.

“Saímos de um mundo em que as renováveis eram caras, para um mundo em que elas se tornaram baratas. E isso é muito importante”, disse Seb Henbest, executivo do Bloomberg New Energy Finance, em comunicado oficial à imprensa.

Mais animador ainda é saber que previsões indicam que estes valores continuarão caindo. Do primeiro para o segundo semestre de 2015, o custo global da energia eólica onshore foi reduzido em US$ 2 por megawatt/hora – de US$ 85 para US$ 83 -, e a solar baixou ainda mais, cerca de US$ 7.

Esta queda nos preços já aparece claramente no crescimento dos aportes mundiais do setor (confira gráfico ao final deste post). Houve um aumento de 17% nos investimentos em renováveis em 2014, alcançando um valor total de US$ 270 bilhões.

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A China foi o país que mais aplicou recursos em energias alternativas no ano passado, um recorde de US$ 83 bilhões – 39% a mais do que em 2013. Logo em seguida, vieram os Estados Unidos, com crescimento de 7% em relação ao ano anterior e investimento de US$ 38 bilhões. Em terceiro lugar aparece o Japão, com US$ 35,7 bilhões, 10% a mais que em 2013.

Todavia, não são somente os países ricos que estão acreditando no potencial e na economia gerada pelas energias renováveis. Além da China, Brasil, Índia e África do Sul estão entre os dez maiores investidores das chamadas economias emergentes. Juntas, as nações em desenvolvimento colocaram US$ 131 bilhões, sobretudo, na produção eólica e solar (biomassa, geotérmica e outras representam um número bem menor). As energias vindas do sol e vento têm 92% do segmento global de renováveis.

Pelos cálculos dos pesquisadores do relatório, em 2014, a geração proveniente de energias limpas correspondeu a pouco mais de 9% da produção global do segmento. Apesar de ainda ser um número pequeno, significa que foram deixadas de ser emitidas 1,3 gigatoneladas de CO2 (dióxido de carbono, gás principal responsável pelo aquecimento da Terra) na atmosfera.

Se antes as energias renováveis eram tidas somente como uma alternativa mais segura ambientalmente, já que a combustão dos combustíveis fósseis para a produção de eletricidade é extremamente poluente, agora fica claro que elas são economicamente viáveis e a aposta mais certa para um futuro seguro e sustentável no planeta.

Investimento em energias renováveis no mundo em 2014

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Foto: domínio público/pixabay

 

Fonte: Suzana Camargo – Conexão Planeta

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