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Instituto privado aportará R$ 350 milhões para pesquisa

O Instituto vai apoiar pesquisa nos campos das ciências da vida, das ciências físicas, das engenharias e da matemática.

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Publicado em 29 de março de 2017 às 14:47 Compartilhar:

Via Agência Fapesp

O Serrapilheira, instituto privado de apoio à ciência, recentemente constituído, vai apoiar pesquisa nos campos das ciências da vida, das ciências físicas, das engenharias e da matemática. Com sede no Rio de Janeiro, o instituto – uma associação civil sem fins lucrativos – vai operar com recursos oriundos de um fundo patrimonial constituído por doação de Branca e João Moreira Salles no valor de R$ 350 milhões.

Seu orçamento será de cerca de R$ 16 milhões anuais, correspondente ao ganho real estimado da aplicação financeira dos recursos do fundo. “Se o instituto estiver sendo útil à ciência, nossa intenção é fazer novos aportes dentro de quatro ou cinco anos”, afirmou João Moreira Salles.

O instituto tem como diretor-presidente o geneticista francês Hugo Aguilaniu, do Laboratório de Genética do Envelhecimento da Escola Normal Superior de Lyon, na França. Em entrevista à Folha de S.Paulo Aguilaniu afirmou que submeteu sua candidatura depois de tomar conhecimento da chamada por meio notícia publicada na Agência FAPESP, em março de 2016.

O presidente do Conselho Científico será o pesquisador Edgar Dutra Zanotto, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, pesquisador do Center for Research, Technology and Education in Vitreous Materials (CeRTEV), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados para FAPESP.

O instituto, segundo seu diretor-presidente, apoiará um “número reduzido de projetos” de nível internacional, “com potencial para serem publicados em periódicos científicos importantes, como Science e Nature”.

Os projetos serão selecionados pelo Conselho Científico do instituto, formado por 12 cientistas. A previsão é de que o primeiro edital seja divulgado no segundo semestre deste ano. “Acho que teremos disputas acirradíssimas”, prevê Zanotto. “Estamos procurando pesquisas inovadoras, criativas, corajosas, que levem a grandes descobertas.”

Outro objetivo do instituto é o fomento a projetos de letramento científico, por meio da divulgação ativa para públicos diferentes, seja por meio de televisão, jornais, podcasts ou canais de vídeo.

Além de Zanotto, integram o Conselho Científico do instituto:

Oswaldo Luiz Alves, professor titular do Departamento de Química Inorgânica do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp).
Cristina P. de Campos, geocientista brasileira/alemã, integra o GeoCenter, no Departamento de Ciências Ambientais e da Terra da Universidade de Munique, na Alemanha.
Ana Carolina Carnaval, bióloga, é professora da City College de Nova York.
Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), é professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Étienne Ghys, matemático francês, é diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês) da Escola Normal Superior de Lyon e pesquisador honorário do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio.
Paulo J. M. Monteiro, professor do Departamento de Engenharia Civil e Meio Ambiente da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e pesquisador do Departamento de Materiais no Laboratório Nacional Lawrence, em Berkeley.
Stevens Rehen, professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador de pesquisa do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).
Marcelo Tabarelli, engenheiro agrônomo, integra o Departamento de Botânica e o Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da Universidade Federal de Pernambuco.
Mayana Zatz, professora titular de genética do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), outro CEPID apoiado pela FAPESP.

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