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Equipamentos protegem isqueiros contra ataques e doenças

Catadores de iscas vivas são um realidade pouco conhecida sobre o ‘pacote’ do turismo de pesca que sustenta a economia da região

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Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 02:42 Compartilhar:

Imersos até a altura do peito de 10 a 11 horas por noite nas águas dos rios do Pantanal, os catadores de iscas vivas são um realidade pouco conhecida sobre o ‘pacote’ do turismo de pesca que sustenta a economia da região.

Em busca de tuviras e caranguejos, os isqueiros convivem diretamente com os riscos da insalubridade que as longas permanências na água acarretam, além de ataques iminentes de animais nocivos e acidentes com materiais cortantes escondidos entre os camalotes.

“As águas do pântano proliferam fungos e são um desastre para a saúde principalmente das mulheres por conta dos problemas ginecológicos, além disso as baixas temperaturas da água ocasionam doenças pulmonares e há os acidentes com animais como raias, cobras, jacarés e piranhas”, explica o biólogo e diretor presidente da Ecoa, André Siqueira.

Siqueira estará na região da Serra do Amolar entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, entregando 60 macacões impermeáveis de proteção aos isqueiros do Pantanal juntamente com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Os equipamentos de proteção individual (EPI) são distribuídos há cerca de quatro anos, uma ideia original da Ecoa apoiada pelo MPT que reflete diretamente na renda das famílias. Nesse período foram entregues 250 macacões.

Com ganho médio de R$300,00 por mês – cada isca vale R$0,60 a unidade – o trabalho e a vidas dessas pessoas, a maioria mulheres (70%), fica comprometido quando adoecem tanto pela escassez de recursos médicos que enfrentam quanto pelo risco ao equilíbrio financeiro de suas famílias que dependem da atividade.

Em algumas comunidades as viagens de barco podem durar até 26 horas de freteira para chegar a Corumbá e conseguir ajuda.

“Há casos em que o trabalhador chegou a ser mordido pelo jacaré mas teve o pé, que teria sido dilacerado, salvo pelo uso macacão”, conta Siqueira.

Fonte: Luana Campos – Ecoa

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