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Projeto Escola das Águas conclui primeiro encontro de formação, em Corumbá/MS

O projeto Escolas das Águas é executado pela Ecoa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Corumbá, IAPPEC (Instituto de Apoio e Proteção a Pesquisa, Educação e Cultura) e tem o apoio da Brazil Foundation

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Publicado em 10 de agosto de 2014 às 20:07 Compartilhar:
Entre os dias 20 e 22 de julho, em Corumbá/MS, ocorreu o primeiro encontro de formação do projeto “Escolas das Águas: educomunicação e diálogo intercultural uma maneira de aprender e ensinar”. A programação intercalou teoria e prática, proporcionando aos professores momentos de reflexão e trocas de informações.

 

As Escolas das Águas são constituídas por cinco Unidade Polos e cinco Extensões que estão situadas em diferentes regiões pantaneiras de Mato Grosso do Sul. Todas respondem a mesma direção escolar que está sediada na cidade de Corumbá. Tratam-se de escolas da área rural e são conhecidas como Escolas das Águas, porque seu calendário pode ser alterado devido o ciclo de cheia e seca do Pantanal. O ambiente em que as escolas estão localizadas é diferenciado e proporciona uma grande troca de conhecimento e experiências entre os participantes.

 

Educadores participaram das capacitações do projeto “Escolas das Águas: educomunicação e diálogo intercultural uma maneira de aprender e ensinar”. A programação intercalou teoria e prática, proporcionando aos professores momentos de reflexão e trocas de informações. O projeto é executado executado pela Ecoa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Corumbá, IAPPEC (Instituto  de Apoio e Proteção a Pesquisa, Educação e Cultura) e tem o apoio da Brazil Foundation.

Educadores participaram das capacitações do projeto “Escolas das Águas: educomunicação e diálogo intercultural uma maneira de aprender e ensinar”

Neste primeiro encontro foram trabalhadas a valorização da cultura local, a diversidade cultural, a educação ambiental, além da importância do professor que pesquisa e reflete sobre as próprias práticas pedagógicas.  Esses conceitos serão utilizados durante todo o desenvolvimento do projeto de formação.
 
Os professores, agora no segundo semestre letivo, estarão juntos com seus alunos levantando o conhecimento tradicional de cada comunidade, para depois divulgarem entre as extensões utilizando a metodologia da educomunicação. É uma troca mútua entre educadores e alunos, na qual todos ensinam e aprendem.

“Os temas abordados atingiram em cheio pontos específicos que nós, professores das águas, vivenciamos rotineiramente. As discussões nos permitem refletir sobre estratégias de ensino dentro de cada localidade, respeitando o contexto”, explica professor Eufrázio Lídio da Silvia Filho.

 

Para professora Kédna Moura de Almeida os exercícios práticos foram o diferencial. “Gostei da parte que tivemos que descrever nossos alunos, nunca tinha parado para analisá-los dessa forma. E gostei também da pegada ecológica, porque podemos utilizar essa ideia nas aulas também”.

 

A produção dos professores está disponível no blog Professores das Águas e neste endereço também há todos os registros dos projetos de formação realizados em anos anteriores.

 

 “A escolha do modelo de formação continuada dos professores foi planejada com o objetivo de promover o diálogo entre aluno, professor e comunidade. Para que haja um diálogo sem hierarquia e que o professor esteja aberto para reconhecer aquele saber local como um conhecimento válido e importante, além de ser explorado em sala de aula junto com o conhecimento escolar”, explica Patrícia Zerlotti, coordenadora do projeto.

 

Os Professores das Águas são profissionais especiais e devem ser valorizados. Eles lecionam em áreas de difícil acesso no Pantanal, residem nas escolas, viajam por horas de barco, e alguns ficam longe de seus familiares por dois meses. Além de enfrentarem os desafios de se viver no meio do Pantanal com uma infraestrutura mínima.

 

O próximo encontro de formação acontecerá em setembro, quando retornam para encerrarem o terceiro bimestre escolar. Na oportunidade, irão relatar os processos no desenvolvimento do projeto de pesquisa em cada extensão escolar.

 

Com as informações levantadas pelos professores, alunos e pais será produzido um livro de apoio didático ao educador sobre os saberes locais de cada comunidade.

 

O projeto “Escolas das Águas: educomunicação e diálogo intercultural uma maneira de aprender e ensinar” é executado pela Ecoa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Corumbá, IAPPEC (Instituto de Apoio e Proteção a Pesquisa, Educação e Cultura) e tem o apoio da Brazil Foundation.
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