Hidrovias estão com dias contado no governo Lula

Os projetos das hidrovias Araguaia-Tocantins, Paraná-Paraguai e Teles Pires-Tapajós estão com os dias contados no governo Lula, se depender da vontade do Ministério do Meio Ambiente. A informação foi publicada no dia 25 de janeiro, no Painel da Folha de São Paulo. Os três projetos fazem parte do programa Avança Brasil do governo FHC.  A […]

Hidrovias estão com dias contado no governo Lula

Os projetos das hidrovias Araguaia-Tocantins, Paraná-Paraguai e Teles Pires-Tapajós estão com os dias contados no governo Lula, se depender da vontade do Ministério do Meio Ambiente. A informação foi publicada no dia 25 de janeiro, no Painel da Folha de São Paulo. Os três projetos fazem parte do programa Avança Brasil do governo FHC. 


A hidrovia Araguaia -Tocantins deverá cortar 2.012 quilômetros de cinco estados, dez áreas de conservação ambiental, incluindo a maior ilha fluvial do mundo – a Ilha do Bananal. O empreendimento afetará 35 áreas indígenas, com uma população de 10 mil indivíduos. Entre as intervenções, estão previstas 87 explosões de dinamite, com o objetivo de destruir diques naturais de formações rochosas.


O projeto original da hidrovia Paraguai-Paraná envolve cinco países da bacia do rio da Prata: Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e prevê a execução de centenas de obras de dragagens, derrocamento, retificação de curvas dos rios Paraná e Paraguai, a partir do município de Cáceres. A via atravessaria 1.300 quilômetros do Pantanal até Nueva Palmira, no Uruguai. O propósito seria permitir o tráfego de barcaças 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano.


Com as obras da hidrovia, a vazão do rio Paraguai aumentará em 35 por cento e o resultado seria que 40 por cento das águas do Pantanal seriam atingidas. As lagoas formadas nas cheias, de fundamental importância para a manutenção da vida das centenas de espécies de peixes do Pantanal, desaparecerão. Como conseqüência, aves, jacarés e outras espécies animais teriam sua existência ameaçada pela redução drástica da quantidade de peixes.


O Pantanal é plano e age como uma esponja gigante, retendo água, sedimentos e nutrientes na época da cheia. Com as obras da hidrovia, as águas dos rios serão represadas pelas curvas, bancos de areia, trechos de leito rochoso que poderá romper o delicadíssimo equilíbrio do Pantanal. Leia mais sobre as hidrovias Paraná-Paraguai e Araguaia-Tocantins no site www.riosvivos.org.br

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Hidrovias estão com dias contado no governo Lula

Os projetos das hidrovias Araguaia-Tocantins, Paraná-Paraguai e Teles Pires-Tapajós estão com os dias contados no governo Lula, se depender da vontade do Ministério do Meio Ambiente. A informação foi publicada no dia 25 de janeiro, no Painel da Folha de São Paulo. Os três projetos fazem parte do programa Avança Brasil do governo FHC. A […]

Os projetos das hidrovias Araguaia-Tocantins, Paraná-Paraguai e Teles Pires-Tapajós estão com os dias contados no governo Lula, se depender da vontade do Ministério do Meio Ambiente. A informação foi publicada no dia 25 de janeiro, no Painel da Folha de São Paulo. Os três projetos fazem parte do programa Avança Brasil do governo FHC.

A hidrovia Araguaia -Tocantins deverá cortar 2.012 quilômetros de cinco estados, dez áreas de conservação ambiental, incluindo a maior ilha fluvial do mundo – a Ilha do Bananal. O empreendimento afetará 35 áreas indígenas, com uma população de 10 mil indivíduos. Entre as intervenções, estão previstas 87 explosões de dinamite, com o objetivo de destruir diques naturais de formações rochosas.

O projeto original da hidrovia Paraguai-Paraná envolve cinco países da bacia do rio da Prata: Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e prevê a execução de centenas de obras de dragagens, derrocamento, retificação de curvas dos rios Paraná e Paraguai, a partir do município de Cáceres. A via atravessaria 1.300 quilômetros do Pantanal até Nueva Palmira, no Uruguai. O propósito seria permitir o tráfego de barcaças 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano.

Com as obras da hidrovia, a vazão do rio Paraguai aumentará em 35 por cento e o resultado seria que 40 por cento das águas do Pantanal seriam atingidas. As lagoas formadas nas cheias, de fundamental importância para a manutenção da vida das centenas de espécies de peixes do Pantanal, desaparecerão. Como conseqüência, aves, jacarés e outras espécies animais teriam sua existência ameaçada pela redução drástica da quantidade de peixes.

O Pantanal é plano e age como uma esponja gigante, retendo água, sedimentos e nutrientes na época da cheia. Com as obras da hidrovia, as águas dos rios serão represadas pelas curvas, bancos de areia, trechos de leito rochoso que poderá romper o delicadíssimo equilíbrio do Pantanal.