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Pantanal mantém título da Unesco de Reserva da Biosfera

“É uma grande vitória para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso que têm no Pantanal seus maiores patrimônios”, Fábio Edir.

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Publicado em 9 de fevereiro de 2017 às 12:36 Compartilhar:

Via Diário Digital

 

O Pantanal manteve o reconhecimento internacional e o título ‘Reserva da Biosfera’, concedido em 2000 pela Unesco, e contará com cerca de 80 ações emergências cujo objetivo principal é promover a conservação e desenvolvimento sustentável do território. Com um importante papel na articulação das ações que visavam a manutenção do reconhecimento internacional, o reitor da UEMS, Fábio Edir dos Santos Costa reconhece os desafios impostos pelo plano de ação mas acredita ele será executado com sucesso. “É uma grande vitória para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso que têm no Pantanal seus maiores patrimônios”, afirmou o reitor.

O anúncio da manutenção do título internacional foi dado na última semana pelo Comitê Executivo da Reserva da Biosfera do Pantanal, formado por representantes dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, durante um evento realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU) da Universidade Federal de Mato Grosso.

Para o secretário de estado de Meio Ambiente e vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, a manutenção do título é uma conquista para a população e mais um avanço da gestão ambiental. “Agora vamos tomar medidas para manter esse título e garantir a longevidade do Pantanal, que é patrimônio de todos. Para isso, é necessário um trabalho conjunto entre os estados, sociedade civil e os diversos setores do segmento econômico”. O plano de ação emergencial em defesa da manutenção do Pantanal prevê atividades de curto, médio e longo prazo, como a elaboração de um mapa de uso e ocupação de solo, implantação de Unidades de Conservação (UC), monitoramento socioambiental e promoção de agendas de discussão com a Unesco. As ações começam este ano e seguem até 2025.

O documento foi desenvolvido pelo comitê executivo, aprovado pelo Governo Federal e apresentado em 2016 durante a 23ª Reunião do Comitê Internacional de Aconselhamento das Reservas da Biosfera (IACBR 2017), ocorrida em Paris, no mês passado. Conforme a superintendente de Biodiversidade da Sema e presidente do comitê, Fátima Sonoda, muitas pessoas não compreendem a importância desse título, mas ela ressalta que por meio dele é possível o Brasil capitalizar recursos, trazer pesquisas e incentivas atividades sustentáveis no Pantanal.

“Essa é uma vitória para as instituições que lutam pela preservação de uma das maiores áreas alagada do mundo. Nosso próximo passo agora é implementar as ações e garantir a manutenção do Pantanal”, informa Fátima.

O reitor da Universidade Estadual de MS (UEMS), Fábio Edir, também comemora a conquista e destaca a luta dos estados a favor do Pantanal. “Reafirmamos esse compromisso entre os estados que lutam há mais de 15 anos pela produção de pesquisa nesta região. Esse é um momento de coroação do nosso trabalho, mas a batalha ainda não terminou”, lembra o reitor sobre a segunda etapa da conquista que é a implementação do plano de ação.

Na avaliação do coordenador do Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP), o professor Paulo Teixeira, os estudos são condições indispensáveis para que aconteça o esclarecimento à sociedade pantaneira. “Juntos temos que discutir os rumos da sociedade pantaneira, no contexto produtivo da área, para encontrarmos uma forma sustentável de utilização da planície alagada”.

Participou também do evento o senador José Medeiros (PSD-MT), que assim como os demais presentes, comemorou a notícia da manutenção do título internacional. “A sustentação do título é uma vitória, pois o Pantanal é uma das maiores riquezas ambientais do mundo, parabenizo a todos pelo esforço e desempenho. Agora devemos fazer o dever de casa e estou à disposição para auxiliar na execução dessa tarefa”.

O conselho é composto por 10 instituições. Em Mato Grosso, participam do grupo a Sema, representantes de proprietários de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), de uma atividade sustentável no pantanal, de Organizações Não-governamentais (ONGs) e de uma universidade.

 

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