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Saladero Cuê – onde a história do Pantanal de Porto Murtinho ainda vive

Um dos lugares que marcou a economia de Porto Murtinho/MS.

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Publicado em 24 de janeiro de 2017 às 10:17 Compartilhar:

 

Nathália Eberhardt Ziolkowski e Vanessa Spack

 

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Saladero Cuê é um dos lugares, às margens do Rio Paraguai que marcou a economia de Porto Murtinho, município do Pantanal, localizado na fronteira com o Paraguai.  O Ciclo do Charque é considerado como o período em que os saladeros (indústrias de produção do charque) instalaram-se na região, o que aconteceu há mais de um século. Saladero Cue foi uma dessas indústrias, inaugurada no início do século XX, pelo Uruguaio José Grosso de Ledesma, funcionou por muito tempo onde hoje está o hotel Saladero Cuê, de propriedade de Antônio Carlos Dias Barreto.

Antônio Carlos, hoje com 80 anos, nasceu em Avaré, São Paulo, onde tornou-se empresário e, nessa condição, percorreu quase todo o território brasileiro. Conta que tinha certa relutância de vir ao Mato Grosso (na época não dividido ainda) por acreditar que não havia potencial econômico por aqui, sabendo que as estradas eram de terra e a comunicação era difícil.

Tudo mudou quando, na década de 1960, Antônio veio então na cidade de Maracaju, para uma feira comercial, e se rendeu aos encantos da região e de Conceição Aparecida Montanheri, uma professora que ministrava aulas em Diamantina, as quais Antônio frequentou pelo tempo necessário para chamar-lhe a atenção. Terminou por casar-se com Conceição.

Os dois moram em Porto Murtinho desde 1982. Em 1985 construíram o hotel Saladero Cuê, que administram ainda hoje.  Cuê em Guarani quer dizer “que era, que foi e não é mais”. O hotel é um espaço de contemplação, de grande beleza cênica e de riqueza histórica. Através da dedicação do ‘seu Toninho’, como é conhecido, o espaço abriga um grande acervo da história da região, bem às margens do Rio Paraguai, como sempre sonhou Toninho:

“Sempre gostei de beira d’água, mesmo que seja um corguinho.”

Em nossa visita pelo local, através do projeto Prevenção, mitigação e adaptação para as Comunidades Pantaneiras frente aos e eventos climáticos extremos, destacamos algumas peças surpreendentes que contam a história regional da fronteira.

 

 

 

Para quem quer conhecer o “Museu” do Sr. Toninho, ele é aberto à visitação com hora marcada pelo telefone (67) 3287-1113.

 

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