Menu
Receba novidades no seu email

Porto da Manga

São 47 famílias, com cerca de 250 pessoas, que vivem na interseção entre o rio Paraguai e a Estrada Parque Pantanal, 60 km a jusante da cidade de Corumbá. O local tem significado histórico por ser onde um posto de telegrafia em estilo palafita foi construído pelo Marechal Cândido Rondon, cuja estrutura foi recentemente restaurada […]

Período de cheia no Pantanal. Casas na comunidade do Porto da Manga são de palafitas. Foto: arquivo/Ecoa
Publicado em 12 de agosto de 2014 às 00:13 Compartilhar:

São 47 famílias, com cerca de 250 pessoas, que vivem na interseção entre o rio Paraguai e a Estrada Parque Pantanal, 60 km a jusante da cidade de Corumbá. O local tem significado histórico por ser onde um posto de telegrafia em estilo palafita foi construído pelo Marechal Cândido Rondon, cuja estrutura foi recentemente restaurada pelo governo do estado de Mato Grosso do Sul.

A comunidade tem uma associação representativa, fundada em 2005. Passou a ser atendida por rede de energia elétrica em 2007. A Prefeitura Municipal mantem uma escola que atende uma média anual de 33 alunos.
As casas são de madeira e cobertas com “eternit”, sendo que a maior parte foi construída em sistema de palafitas e 100% possui sistema de fossa fechada. A água utilizada para consumo é retirada do rio Paraguai com moto-bombas à gasolina. O “tratamento” é realizado com pastilhas de cloro e de sulfato de alumínio pelos próprios moradores.

O local é conhecido como um dos polos de turismo ambiental do município de Corumbá. Possui um hotel que recebe principalmente turistas de pesca e um “hostel” voltado para turistas estrangeiros em busca do ecoturismo. As principais atividades econômicas são a coleta de iscas-vivas para a pesca turística. Também realizam a pesca artesanal e os serviços de suporte aos diferentes tipos de turismo que ocorre na região.

A coleta de iscas-vivas é a atividade que mais gera trabalho e renda, sendo exercida por 80% da população e na sua maioria pelas mulheres. É realizada nas lagoas marginais ao rio, em jornadas de mais de 10 horas de duração. Na pesca buscam espécies nobres, com maior valor de mercado. Alguns moradores trabalham como piloteiros para turistas em passeios pelos rios da região ou como guia para a pesca.

Compartilhar: