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Subsistência Submersa

O cenário é a vila de casas de palafitas às margens do Rio Paraguai, no Porto da Manga, por onde passa a Estrada Parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A personagem é Maria do Carmo de Souza, catadora de iscas. Com 76 anos, vive na comunidade desde 1938. Em 1971, quando o turismo […]

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Publicado em 17 de abril de 2015 às 15:25 Compartilhar:

Moradores de São Lourenço coletando iscas. Foto: Braz Antonio – MPT/MS

O cenário é a vila de casas de palafitas às margens do Rio Paraguai, no Porto da Manga, por onde passa a Estrada Parque do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A personagem é Maria do Carmo de Souza, catadora de iscas. Com 76 anos, vive na comunidade desde 1938.

Em 1971, quando o turismo começou a se expandir na região, ela passou a coletar iscas na beira do rio. A atividade é arriscada: é preciso mergulhar em águas onde convivem arraias, sucuris, piranhas e jacarés. Mas é assim que Maria do Carmo garante sua subsistência e a de sua família.

No Porto da Manga, a coleta de iscas é desenvolvida predominantemente por mulheres e elas são as mais atingidas por doenças decorrentes do trabalho submerso. As mais comuns são doenças de pele, pneumonias, alergias e os problemas ginecológicos.

A catadora de iscas Jane da Silva, 40 anos, mora na comunidade do Paraguai-Mirim. Ela tem nos pés, pernas e braços as marcas da micose contraída há três anos. Já foi ao médico, em Corumbá, e tem tratado as feridas – camadas escuras e espessas – com água boricada.

As famílias pedem posto médico, pois falta acesso a serviços de saúde na região e há muitas crianças. O isolamento é mais um risco para a saúde.

Leia a matéria completa na Revista Labor.

Fonte: Ministério Público do Trabalho

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